Processo retira dos cadastros de crédito informações de dívidas em atraso, permitindo novos empréstimos ou financiamentos

O crédito pode ser um aliado na hora de reorganizar o orçamento caso seja bem utilizado. Em momentos de crise, no entanto, o acesso fica mais restrito, em especial para quem tem dívidas em atraso. Por retirar dos cadastros os dados de débitos abertos e elevar o score, a blindagem de CPF e/ou CPNJ tem sido um serviço com busca crescente durante a pandemia.

O QUE É BLINDAGEM DE CPF?

Leonardo Mafra, gerente comercial da Recomece Brasil, empresa de reabilitação de crédito, explica que o processo é totalmente legal e ocorre em três etapas:

  1. Na primeira, por meio de liminar, são retiradas da base de dados dos principais cadastros, como Serasa, SPC Brasil e Boa Vista, as informações referentes às dívidas em aberto do consumidor, que passar a ficar em segredo de Justiça.
  2. Em seguida, aquele CPF ou CPNJ é blindado por 12 meses, ou seja, qualquer novo débito que fosse entrar nos cadastros nesse período também segue automaticamente para o segredo de justiça.
  3. Por fim, o score, pontuação que indica se o consumidor é bom ou mau pagador, é restaurado ao patamar anterior ao registro das dívidas retiradas.

“Quando o indivíduo busca qualquer tipo de crédito, as empresas consultam esses cadastros na avaliação de riscos. Se ele tiver indicações de dívidas, protestos, financiamentos não pagos, cheques devolvidos, dificilmente ele vai conseguir os recursos“, explica Mafra.

QUAIS AS VANTAGENS?

Por conta da pandemia e dos impactos econômicos que têm assolado famílias e empresas, o processo de blindagem é apontado por ele como um recurso que pode permitir a reorganização das contas.

“Após esse lockdown, as empresas vão precisar investir e vão querer crédito, que provavelmente vai ser negado sem a blindagem. É uma prevenção a essa recusa e garante um certo tempo para essa recuperação”, destaca, acrescentando que a busca pelo serviço já cresceu 40% este ano.

Ele ainda ressalta a rápida recuperação do score do consumidor com o processo. Mafra detalha que, mesmo após a quitação da dívida em atraso, a pontuação leva algum tempo para voltar a subir, de forma que o crédito ainda possa ser negado.

“Às vezes, a pessoa tem condições de pegar aquele crédito e não consegue. Ou então tem uma dívida baixa, de R$ 2 mil e pode pensar que não vale a pena pagar outros R$ 2 mil, por exemplo, pelo serviço, mas ainda vale, por essa restauração automática”, pontua.

Ainda assim, ele alerta que não é garantia que o score fique alto. Isso porque a pontuação já poderia estar baixa antes das dívidas cadastradas.

Outro ponto de atenção é que os débitos, mesmo não constando nos cadastros, ainda precisam ser quitados.

Serviço:

Recomece Brasil

Site:https://www.recomecebrasil.com.br

Instagram:@recomecebrasil

Informações: (85) 99202-6181

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